Reajuste inflacionário da segurança já pode ir a plenário, mas situação enfraquece aceitabilidade novas propostas do governo

Emenda que estendia reajuste para todas as categorias foi retirado, mas oposição pretende apresenta-la novamente em plenário 

Após duas reuniões desmarcadas, a Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) deu parecer positivo ao projeto do governador Romeu Zema (Novo) que prevê o reajuste inflacionário no salário dos servidores da segurança.

Em reunião na tarde da última quinta-feira (13), os parlamentares votaram o projeto a portas fechadas no plenarinho da Casa. Servidores da área da segurança e também da educação ocupação ocuparam a antessala e cobravam isonomia por parte do governo e melhores condições de trabalho.

Após duas horas de reunião, por unanimidade, os parlamentares aprovaram o projeto e rejeitaram por 5 votos a 2 a emenda da deputada Beatriz Cerqueira (PT) que pedia que o reajuste inflacionário fosse estendido para todas as categorias.

O projeto do governo vem causando polêmica na Casa e divergência entre os servidores desde o início da semana. A proposta do Executivo prevê um reajuste inflacionário de 13% neste ano, 12% no ano que vem e mais 12% em 2022, chegando a 41,7%. No montante, segundo a Secretaria de Planejamento e Gestão, o impacto será de R$ 9 bilhões nos cofres do estado.

Agora a proposta vai ser encaminhada a plenário para votação em primeiro turno. Apesar de a emenda ter sido retirada, a oposição afirmou que pretende apresenta-la novamente em plenário e ainda acusou o governo de Minas de ser o culpado pela indisposição causada na Assembleia com os servidores.

Beatriz Cerqueira, do PT, ainda disse que por conta da situação causada pelo governo na Casa, outras propostas do Executivo provavelmente não passaram, como o Programa de Recuperação Fiscal e uma reforma da previdência no estado e municípios.

Servidores da educação

No período da manhã, os servidores da educação, que estão de greve desde a última terça-feira (11), participaram de uma reunião com o secretário de fazenda, Gustavo Barbosa. Apesar do encontro com o representante, segundo os servidores, nada foi decidido.

Eles cobram do executivo o pagamento do piso salarial, melhores condições de trabalho e o pagamento do 13° de parte dos servidores.

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