TJMG celebra convênio para qualificar jovens aprendizes

MRV e Assprom são parceiros da iniciativa, que cria prêmio pelo aprendizado

Uma iniciativa de grande alcance social, com poder de transformar a vida de dezenas de adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social, foi formalizada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) na manhã desta terça-feira, 30 de julho.

O convênio, assinado pelo Judiciário mineiro, MRV Engenharia e Participações S.A. e Associação Profissionalizante do Menor de Belo Horizonte (Assprom), vai viabilizar, por meio do programa Jovens Parceiros, a qualificação prática profissional de uma centena de meninos e meninas.

Para além da formação técnica dos aprendizes, a iniciativa visará também à valorização e ao desenvolvimento ético e moral dos participantes. Os jovens, na faixa etária de 14 a 24 anos, contratados pela MRV e cedidos ao TJMG, já iniciam amanhã os trabalhos no Judiciário estadual.

“Celebramos aqui, hoje, mais uma ação de boa vontade. Em um momento em que assistimos a tanta pregação de ódio, oferecemos com essa iniciativa, a força do bem”, ressaltou o presidente Nelson Missias de Morais, durante a assinatura do convênio.

Para o desembargador, a parceria assumida nesta manhã representa uma quebra de paradigmas e revela um Judiciário que caminha para longe do hermetismo e avança em direção à humanização e responsabilidade social.

Citando a célebre frase “A paz também é obra da Justiça”, o presidente do TJMG afirmou ainda que o convênio contribui para a paz social, uma vez que o trabalho é gerador de paz.

“Com esse programa, mostramos a esses jovens que a sociedade precisa deles. Fico muito feliz de verificar que há empresários conscientes do papel social que podem desempenhar”, destacou o desembargador Nelson Missias, agradecendo à MRV e à Assprom pela parceria.

Via de mão dupla

O diretor executivo de Relações Institucionais e Sustentabilidade da MRV, Raphael Rocha Lafetá, observou que a parceria, para a empresa, tem vários significados. Um deles é o cumprimento da cota legal do programa de aprendizagem, já que existe uma lei que regula o tema.

“O segundo é trazer para esses jovens aprendizes uma experiência de trabalho. Eles vão se ocupar com um ofício e ganhar um caminho diferente na vida. Além do significado legal, a parceria tem um enorme significado social para nós. Mostramos para a sociedade que há solução para a violência, um rumo para os jovens e para o cumprimento da lei”, declarou.

O presidente da Assprom, Carlos Augusto de Araújo Cateb, lembrou que a associação existe para servir e atender jovens em situação de vulnerabilidade. “Para nós, é muito importante que o Tribunal mineiro, juntamente com uma empresa privada, possa desenvolver e abrir uma nova fase de contratação de jovens”, declarou.

Carlos Cateb contou que a Assprom possui uma média de 7 mil adolescentes inscritos, “querendo trabalhar”. De acordo com ele, a oportunidade selada hoje traz ganhos para todos: a empresa privada cumpre as cotas de contratação de jovens aprendizes determinadas por lei e o TJMG melhora seu atendimento, com a chegada desses jovens.

A Assprom, explica Carlos Cateb, atuará na parceria como promotora do trabalho social de inclusão e aprendizagem, dando capacitação e assistência aos meninos e meninas, por meio de uma equipe multidisciplinar.

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