Recursos do Pronampe precisam chegar à base

ACI busca apoio de instituições financeiras para que o acesso ao crédito reaqueça a economia – Foto: Nágila Almeida

O Pronampe – Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte – foi criado para resolver pelo menos um dos problemas enfrentados pelas Micro e Pequenas Empresas (MPEs) durante a pandemia do novo coronavírus, a falta de capital de giro. Mas muitos empresários ainda não conseguiram o benefício. Neste sentido, a Associação Comercial Industrial e de Serviços de Montes Claros se reuniu com as principais instituições financeiras na cidade para buscar soluções no acesso ao crédito.O crédito do Pronampe é de R$ 15,9 bilhões, injetados no Fundo Garantidor de Operações (FGO), que garante 85% do valor emprestado.O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, pontua que esta é uma taxa jamais vista. “O objetivo neste momento não é ganhar dinheiro, os bancos devem pensar em estreitar o relacionamento com seus clientes. Após a pandemia, a empresa fidelizada poderá voltar fortalecida, e até adquirir outros produtos, como seguro, investimento etc. “Apesar de a Caixa ter dado o start nas operações, desde o dia 16 de junho, os demais bancos ainda estão adequando sua carteira de crédito com o Programa.Criada para auxiliar as micro e pequenas empresas durante a crise do novo coronavírus, a nova linha oferece empréstimos de até 30% da receita anual registrada em 2019.  Pela regra do programa, 80% dos recursos serão destinados a empresas com faturamento anual de até R$ 360 mil, e 20% para empresas com faturamento anual entre R$360 mil e R$ 4,8 milhões.O presidente da ACI, Leonardo Vasconcelos, destaca que “a próxima grande onda que vai acertar a população é a onda da crise econômica, devido à paralisação das atividades durante a pandemia. Desta forma, a ACI busca apoio junto às instituições para ajudar o empresariado a sobreviver e manter suas empresas em operação após este processo”.No Norte de Minas, nenhuma cooperativa de crédito ainda está autorizada pelo Banco Central a operacionalizar o Pronampe. O Bancoob sinalizou que há uma série de aspectos ainda não definidos por parte do governo com relação ao fundo garantidor, portanto ainda não está sendo operada plenamente.O BDMG, por sua vez, irá começar a receber as propostas para o Pronampe a partir do dia 29 de junho (Crédito de até 30% do faturamento de 2019 e taxa de SELIC + 1,25% a.a.). “Mesmo sem ter ocorrido o lançamento oficial, orientamos às micro empresas que tenham interesse na linha a se prepararem, com a documentação”, afirma Ivânia Araújo, do setor de Projetos da ACI.A Receita informa o teto do empréstimo, baseada no histórico do faturamento da empresa. E a instituição financeira deverá emprestar amparada pela garantia do Tesouro. “Lembrando que o BDMG irá atuar somente com empresas que faturaram até R$ 360 mil em 2019, devido ao foco do programa e priorização de recursos. Além disso, a análise de risco e crédito será facilitada para esse produto”.O Banco do Nordeste, também com o objetivo de minimizar os impactos da pandemia de Covid-19 na economia da Região, está com a linha de crédito FNE Emergencial,  que dispõe  de recursos para capital de giro e investimento, com taxa fixa de 0,21% ao mês.Uma coisa é o cadastro das empresas, outra é o banco começar a liberar o recurso. Leonardo Vasconcelos pontua que “um dos grandes entraves para a retomada é a descapitalização e a falta do capital de giro. Daí a importância de o Governo Federal promover ações como o Pronampe e linhas de crédito com taxas interessantes. Todavia, estes programas precisam ter efetividade, chegar até a ponta, estar acessível para todos que precisarem e a ACI está lutando para que este benefício chegue a todos”. Outras informações na ACI, no telefone 38- 2101 3308.

Postado originalmente por: VinTV

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